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61 Grammy Awards

O Melhor Disco de Reggae do Ano

Próximo domingo, dia 10 de fevereiro conheceremos o Melhor Disco de Reggae do Ano. Que será escolhido pelo “Grammy Awards 2019: Best Reggae Album” em Los Angeles (EUA).

Em sua 61ª edição o Grammy Award é uma cerimônia de premiação que apresenta anualmente os profissionais da industria musical em diversas categorias.

O prêmio que é comparado ao Óscar, analisa a qualidade artística, proficiência técnica e a excelência na industria musical. Descartando vendas de álbuns ou paradas de sucesso.

Os cinco indicados como “Best Reggae Album” foram:

  • 77/876 – STING & SHAGGY
  • A Matter of Time – PROTOJE
  • As The World Turns – BLACK UHURU
  • Rebellion – ZIGGY MARLEY
  • Reggae Forever – ETANA

Esta é a primeira vez de Etana. Com a indicação, ela se torna a 4ª mulher indicada na história do prêmio que ocorre desde 1985, e que só teve apenas: Judy Mowatt(1986), Rita Marley(1992) e Sister Carol (1997) na lista, mas, nenhuma delas levou.

Outro estreante na premiação é o jamaicano Protoje. Após passar boa parte de 2018 na estrada com grandes apresentações pelo mundo inteiro e abrindo shows para Lauryn Hill nos Estados Unidos, o artista lançou “A matter of time“. Um disco gravado no lendário Tuff Gong Studios, um local carregado de muitas histórias, e que permitiu que junto a seu produtor Winta James eles levassem o Reggae adiante. Evoluindo e atualizando esse gênero. Na minha opinião, um álbum com grandes chances de levar o prêmio.

O que complica é a concorrência!

A história mostra, que ter seu disco indicado quando algum “Marley” também está na lista, não é uma tarefa muito fácil levar o prêmio. Há quem diga que em alguns anos o lobby prevaleceu na escolha. Mas o fato é, só Ziggy Marley já levou 7 vezes o prêmio pra casa, sendo o  recordista da categoria. E vem com tudo, num disco cheio de mensagens fortes, sentimento e versatilidade, como na faixa World Revolution, cheia de sintetizadores, com um Rap no meio, guitarras, vale a pena conferir.

Já o disco do Black Uhuru, que conta só com Duckie Simpson da formação original, é um álbum carregado no auto-tune e beats digitais. Caminha bem próximo do que vem sido produzido pelo mundo, mas nem tanto na essência da banda. Curto muito a faixa “Stronger” com participação de Agent Sasco.

Correndo por fora, o álbum 77/876. Uma dobradinha de Sting (estreante na categoria Reggae) & Shaggy (cinco vezes indicado). Apesar de tentar se aproximar de “Wait in Vain” com “Wainting for the Break of day” e na faixa “Morning is Coming” flertar com “Three Little Birds” o disco não evoca, na minha opinião, muito coisa de  Bob Marley.

Enquanto na sai o resultado você já pode entrar no clima com a nossa playlist no Spotify.

Texto: Samuel Estrella

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